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Calculadora gratuita

Calculadora de precificação de consulta

Preço de consulta tem dois limites: o piso, que sai do seu custo, e o teto, que o mercado define. Esta calculadora entrega o piso com precisão — o custo real de cada atendimento, o preço que impede prejuízo e o preço que paga a retirada que você quer no fim do mês.

Aluguel, folha, contabilidade, software, energia: tudo que sai todo mês, mesmo com a agenda vazia.

Material descartável, exame incluído, taxa de cartão, comissão: só existe quando há atendimento.

A média real dos últimos meses.

h

Some as horas de agenda aberta.

Quanto você quer tirar da clínica, já contando o pró-labore.

Alíquota efetiva do seu regime. No Simples Nacional, o anexo III começa em 6%.

Resultado

Preço sugerido por consulta

R$ 226,06

Cobre custo, imposto e a retirada de R$ 12.000,00 por mês.

Preço mínimo, sem prejuízo
R$ 146,28
Custo real por atendimento
R$ 137,50
Margem no preço sugerido
33,18%
Custo da hora clínica
R$ 187,50

Este é o piso que sustenta a sua retirada. O teto quem dá é o mercado: compare com o que se pratica na sua cidade e na sua especialidade antes de fechar a tabela.

Detalhamento da conta

Cada linha mostra o valor e a operação que o produziu, com os números que você digitou.

IndicadorValorComo chegamos
Custo fixo por atendimentoR$ 112,50custo fixo mensal (R$ 18.000,00) ÷ atendimentos por mês (160)
Custo real por atendimentoR$ 137,50custo fixo por atendimento + custo variável por atendimento
Preço mínimo, sem prejuízoR$ 146,28custo real ÷ (1 − alíquota de 6,00%)
Preço sugerido, com a retiradaR$ 226,06(custo real + retirada dividida pelos atendimentos) ÷ (1 − alíquota)
Faturamento no preço sugeridoR$ 36.169,60preço sugerido × atendimentos por mês
Sobra mensal no preço sugeridoR$ 11.999,42faturamento − imposto − custo variável total − custo fixo
Margem no preço sugerido33,18%sobra mensal ÷ faturamento
Custo da hora clínicaR$ 187,50(custo fixo + retirada) ÷ horas trabalhadas no mês

Como esta conta é feita

Precificar consulta não é escolher um número redondo nem copiar o colega da esquina. É achar o piso, que vem da sua estrutura de custo, e comparar com o teto, que vem do mercado. A calculadora resolve o piso em quatro passos, todos visíveis na tabela acima.

1. Ratear o custo fixo

O custo fixo existe com ou sem paciente. Para saber quanto dele cabe em cada consulta, divida pelo número de atendimentos do mês:

custo fixo por atendimento = custo fixo mensal ÷ atendimentos por mês

É aqui que mora o erro mais comum: usar o número de atendimentos que se gostaria de ter. Com volume otimista, o rateio fica baixo, o preço fica baixo e a conta só fecha no papel.

2. Somar o custo variável

O custo real de um atendimento é a soma do rateio com o que só acontece quando o paciente aparece:

custo real por atendimento = custo fixo por atendimento + custo variável por atendimento

3. Embutir o imposto por dentro

A alíquota incide sobre o faturamento, então ela não pode ser somada ao custo: precisa ser embutida. O preço que, depois do imposto, ainda cobre o custo é:

preço mínimo = custo real por atendimento ÷ (1 − alíquota)

Com alíquota de 6%, um custo de R$ 137,50 vira R$ 146,28, não R$ 145,75. A diferença parece pequena em uma consulta e vira dinheiro de verdade em mil atendimentos por ano. Alíquota de 100% ou mais não tem solução: nesse cenário, nenhum preço cobre o custo.

4. Acrescentar a retirada

Lucro não é o que sobra: é uma meta que entra na conta desde o começo. A retirada desejada é dividida pelo número de atendimentos e entra junto do custo, antes de embutir o imposto:

preço sugerido = (custo real por atendimento + retirada ÷ atendimentos) ÷ (1 − alíquota)

O custo da hora clínica

A calculadora também devolve quanto custa manter uma hora de agenda aberta, somando custo fixo e retirada e dividindo pelas horas trabalhadas no mês:

custo da hora clínica = (custo fixo mensal + retirada desejada) ÷ horas trabalhadas no mês

Esse número é o que permite precificar procedimentos de duração diferente sem chutar: uma avaliação de trinta minutos e um procedimento de duas horas não podem sair pelo mesmo preço só porque cabem na mesma agenda.

O que a conta não resolve

O piso não conhece o mercado. Se o preço sugerido ficar muito acima do que se pratica na sua região, a saída não é ignorar o piso: é atacar o custo fixo, aumentar o volume de atendimentos por hora ou mudar o mix de serviços. Também não entram aqui inadimplência, glosa de convênio e desconto comercial, que corroem o preço depois que ele é definido. Se a sua taxa de perda é relevante, calcule o piso e acrescente essa margem por cima, com o número medido na sua própria operação.

Em conteúdo e material de divulgação odontológica, lembre-se de que a Resolução CFO 196/2019 proíbe anunciar preço, promoção e concorrência de preços. A conta é para a sua gestão interna, não para virar anúncio.

Como usar este número na prática

  1. Compare o preço mínimo com o que você cobra hoje. Se estiver cobrando abaixo dele, cada consulta corrói caixa, e nenhum volume conserta isso.
  2. Leve o custo da hora clínica para a agenda: procedimento que ocupa duas horas precisa render, no mínimo, duas vezes esse valor.
  3. Refaça a conta com o número de atendimentos que você realmente faz, não com o número que gostaria de fazer. Volume otimista é a forma mais comum de subprecificar.
  4. Confira a tabela dos convênios contra o preço mínimo. Plano que paga abaixo do piso só se sustenta se o particular cobrir a diferença, e isso precisa ser decisão consciente.
  5. Revise a simulação sempre que aluguel, folha ou alíquota mudarem: o piso se move junto e a tabela precisa acompanhar.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre preço mínimo e preço sugerido?

O preço mínimo cobre custo fixo rateado, custo variável e imposto: nele a clínica empata, não sobra nada para o dono. O preço sugerido acrescenta a retirada que você definiu, dividida pelo número de atendimentos do mês. Cobrar abaixo do mínimo significa pagar para atender.

Por que o imposto entra dividindo e não somando?

Porque a alíquota incide sobre o faturamento, não sobre o custo. Se você somar 6% ao custo, o imposto será cobrado também sobre esse acréscimo e o valor ficará curto. Dividir o custo por (1 menos a alíquota) devolve o preço em que, depois de pagar o imposto, sobra exatamente o custo.

O que entra em custo fixo e o que entra em custo variável?

Custo fixo é o que sai todo mês mesmo com a agenda vazia: aluguel, folha, contabilidade, software, energia mínima, internet. Custo variável só existe quando há atendimento: material descartável, exame de rotina incluído no pacote, taxa de cartão, comissão por procedimento.

O preço que a calculadora sugere é o preço que devo cobrar?

É o piso, não a tabela. O preço final também depende do que o mercado da sua cidade e da sua especialidade pratica, do seu posicionamento e do mix de convênio e particular. Se o piso calculado ficar acima do preço de mercado, o problema está no custo ou no volume, não na tabela.

E se eu atender por convênio, com valor de tabela fixo?

Use a calculadora ao contrário: com o valor pago pelo convênio no lugar do preço, veja quantos atendimentos e qual custo por atendimento tornam aquele valor viável. Se o custo real por atendimento superar a tabela do convênio, cada consulta daquele plano consome margem do particular.

Saber o preço é metade. A outra metade é cobrar.

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