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Calculadora gratuita

Calculadora de ponto de equilíbrio da clínica

Ponto de equilíbrio é o número de atendimentos que paga a conta da clínica: abaixo dele você tira do bolso, acima dele começa a sobrar. Informe custo fixo, custo variável e ticket médio para descobrir onde fica essa linha e quantos atendimentos levam até o lucro que você quer.

Aluguel, folha, contabilidade, software, energia: o que sai todo mês, com ou sem paciente. Inclua o pró-labore se ele for fixo.

Material, exame incluído, taxa de cartão, comissão: só acontece quando o atendimento acontece.

Faturamento do período dividido pelo número de atendimentos.

Quanto você quer que sobre depois de pagar tudo. Deixe zerado para ver só o ponto de equilíbrio.

Resultado

Atendimentos por mês para empatar

103

4,7 por dia útil, ou R$ 20.600,00 de faturamento.

Faturamento de equilíbrio
R$ 20.600,00
Margem de contribuição
R$ 175,00
Margem de contribuição (%)
87,50%
Atendimentos para o lucro alvo
160

7,3 por dia útil, R$ 32.000,00 de faturamento.

O cálculo por dia útil usa 22 dias por mês. Ajuste mentalmente se a sua clínica atende aos sábados.

Detalhamento da conta

Cada linha mostra o valor e a operação que o produziu, com os números que você digitou.

IndicadorValorComo chegamos
Margem de contribuição por atendimentoR$ 175,00ticket médio (R$ 200,00) − custo variável (R$ 25,00)
Margem de contribuição em porcentagem87,50%margem de contribuição ÷ ticket médio
Atendimentos para empatar103custo fixo mensal (R$ 18.000,00) ÷ margem de contribuição, arredondado para cima
Faturamento de equilíbrioR$ 20.600,00atendimentos para empatar × ticket médio
Atendimentos por dia útil para empatar4,7atendimentos para empatar ÷ 22 dias úteis
Atendimentos para o lucro alvo160(custo fixo + lucro alvo de R$ 10.000,00) ÷ margem de contribuição, arredondado para cima
Faturamento no lucro alvoR$ 32.000,00atendimentos para o lucro alvo × ticket médio
Atendimentos a mais além do equilíbrio57atendimentos para o lucro alvo − atendimentos para empatar

Como esta conta é feita

O ponto de equilíbrio responde a uma pergunta simples que quase nenhuma clínica sabe responder de cabeça: quantos pacientes precisam passar pela porta neste mês para que a conta feche. A lógica é a mesma de qualquer negócio de serviço, e cabe em três passos.

1. Margem de contribuição

De cada atendimento, uma parte vai embora na hora, em material e taxa. O que sobra é o que ajuda a pagar o custo fixo:

margem de contribuição = ticket médio − custo variável por atendimento

margem de contribuição em porcentagem = margem de contribuição ÷ ticket médio

Se o custo variável for igual ou maior que o ticket, não existe ponto de equilíbrio: cada atendimento aumenta o prejuízo, e vender mais só piora a situação. É o único cenário em que esta calculadora se recusa a devolver um número.

2. Quantos atendimentos pagam o custo fixo

atendimentos para empatar = custo fixo mensal ÷ margem de contribuição

O resultado é arredondado para cima, porque não existe meio atendimento. Multiplicado pelo ticket médio, ele vira o faturamento de equilíbrio, que é o número que costuma ser cobrado do gestor:

faturamento de equilíbrio = atendimentos para empatar × ticket médio

3. Do piso até a meta

Lucro não é sobra: é linha de custo planejada. Para chegar a um resultado alvo, ele entra somado ao custo fixo:

atendimentos para o lucro alvo = (custo fixo + lucro alvo) ÷ margem de contribuição

A diferença entre esse número e o ponto de equilíbrio é o que a clínica precisa vender a mais para transformar sobrevivência em resultado. É também o teste de realidade da meta: se a agenda não comporta esses atendimentos, a meta não sai por esforço, sai por preço ou por custo.

O que a conta não resolve

O modelo assume ticket médio e custo variável estáveis no período, o que é razoável para um mês e frágil para um ano. Ele também trabalha com regime de competência: um mês pode fechar acima do ponto de equilíbrio e ainda faltar caixa se a receita entra em trinta dias e o custo sai em cinco. Inadimplência, glosa de convênio e desconto comercial não aparecem aqui; se são relevantes na sua operação, reduza o ticket médio pela taxa histórica de perda antes de rodar a conta.

Como usar este número na prática

  1. Coloque o ponto de equilíbrio no painel da recepção como número de atendimentos, não de reais. Agenda se enche com horário, não com faturamento.
  2. Divida o número pelo total de dias úteis para saber quantos atendimentos por dia mantêm a clínica no azul. Se esse número for maior do que a agenda comporta, o problema é estrutural.
  3. Simule antes de assumir custo fixo novo: uma contratação ou uma sala a mais desloca o ponto de equilíbrio na hora, e o número já mostra quantos atendimentos a mais isso exige.
  4. Compare o ponto de equilíbrio com o histórico dos últimos doze meses. Se em vários meses a clínica ficou abaixo dele, corte custo fixo antes de tentar vender mais.
  5. Use o lucro alvo para negociar com sócios: a conversa muda quando a meta vira um número de atendimentos por dia em vez de uma intenção.

Perguntas frequentes

O que é margem de contribuição?

É quanto sobra de cada atendimento para pagar o custo fixo depois de descontar o custo variável daquele atendimento. Em uma consulta de R$ 200 com R$ 25 de custo variável, a margem de contribuição é R$ 175, ou 87,5% do ticket. É essa sobra que vai cobrindo o aluguel e a folha ao longo do mês.

Por que o resultado arredonda para cima?

Porque atendimento é unidade inteira. Se a conta indica 102,8 atendimentos, com 102 a clínica ainda fica no vermelho: o ponto de equilíbrio real é 103. Arredondar para baixo daria um número bonito e errado.

O pró-labore do dono entra no custo fixo?

Se você retira um valor fixo todo mês, sim: coloque no custo fixo e o ponto de equilíbrio já inclui a sua remuneração. Se a retirada varia com o resultado, deixe fora do custo fixo e use o campo de lucro alvo para dimensioná-la.

Como uso isso com tickets diferentes por procedimento?

Use o ticket médio ponderado: some o faturamento do período e divida pelo número de atendimentos. Para decisões mais finas, refaça a conta por linha de serviço, com o custo fixo rateado na proporção do tempo de agenda que cada linha ocupa.

Ponto de equilíbrio é o mesmo que meta de faturamento?

Não. O ponto de equilíbrio é o piso, onde o resultado é zero. Meta de faturamento é escolha de gestão e deve ficar acima dele, com folga suficiente para absorver mês fraco, inadimplência e glosa. O campo de lucro alvo existe justamente para transformar o piso em meta.

Saber quantos atendimentos faltam, sem esperar o fim do mês.

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